Tecnologia, ocupação e sentido: desafios contemporâneos da Terapia Ocupacional

Autores

  • Marco Rodrigues Assistive Technology and Occupational Performance Laboratory (aTOPlab); Escola Superior de Saúde, Politécnico de Leiria, Portugal Autor https://orcid.org/0009-0007-5930-2678
  • Maria Dulce Gomes Assistive Technology and Occupational Performance Laboratory (aTOPlab), Center for Innovative Care and Health Technology (ciTechCare); Instituto Politécnico de Leiria, Portugal Autor https://orcid.org/0000-0003-4526-3990
  • Jaime Ribeiro Assistive Technology and Occupational Performance Laboratory (aTOPlab), Center for Innovative Care and Health Technology (ciTechCare); Instituto Politécnico de Leiria, Portugal Autor https://orcid.org/0000-0002-1548-5579

DOI:

https://doi.org/10.25766/6cq1-yz62

Palavras-chave:

Terapia Ocupacional, Tecnologia em Saúde, Prática Centrada na Pessoa

Resumo

Introdução: A incorporação crescente de tecnologias digitais na reabilitação tem vindo a transformar práticas clínicas, modelos de intervenção e formas de envolvimento das pessoas nos cuidados de saúde. Na Terapia Ocupacional, estas mudanças colocam novas oportunidades, mas também desafios conceptuais, éticos e profissionais, exigindo uma
reflexão crítica sobre o lugar da tecnologia na intervenção centrada na ocupação. Objetivos: O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre o papel da tecnologia na Terapia Ocupacional contemporânea, analisando o seu contributo na reabilitação física e cognitiva, no uso de tecnologias de apoio, da realidade virtual e da fabricação digital, bem como as suas
implicações para uma prática verdadeiramente centrada na pessoa. Métodos: Foi realizada uma reflexão crítica sustentada por uma breve revisão narrativa da literatura científica recente, com foco nas aplicações de tecnologias digitais em diferentes contextos da Terapia Ocupacional.
Resultados: A literatura evidencia que as tecnologias digitais podem potenciar a motivação, o envolvimento e a personalização das intervenções, quando integradas de forma criteriosa. Simultaneamente, identificam-se limitações relacionadas com a heterogeneidade
metodológica, acessibilidade, custos e riscos de uma utilização acrítica, especialmente quando a tecnologia se sobrepõe ao significado ocupacional. Conclusões: Conclui-se que a tecnologia deve ser entendida como um meio ao serviço da intervenção e da ocupação, e não como um fim em si mesma. O seu valor terapêutico depende da integração ética, crítica e contextualizada na prática da Terapia Ocupacional.

Publicado

24-06-2026

Edição

Secção

Artigos

Como Citar

Rodrigues, M., Gomes, M. D., & Ribeiro, J. (2026). Tecnologia, ocupação e sentido: desafios contemporâneos da Terapia Ocupacional. Revista Portuguesa De Terapia Ocupacional (RPTO) | Portuguese Journal of Occupational Therapy (PJOT), 2. https://doi.org/10.25766/6cq1-yz62