Tecnologia, ocupação e sentido: desafios contemporâneos da Terapia Ocupacional
DOI:
https://doi.org/10.25766/6cq1-yz62Palavras-chave:
Terapia Ocupacional, Tecnologia em Saúde, Prática Centrada na PessoaResumo
Introdução: A incorporação crescente de tecnologias digitais na reabilitação tem vindo a transformar práticas clínicas, modelos de intervenção e formas de envolvimento das pessoas nos cuidados de saúde. Na Terapia Ocupacional, estas mudanças colocam novas oportunidades, mas também desafios conceptuais, éticos e profissionais, exigindo uma
reflexão crítica sobre o lugar da tecnologia na intervenção centrada na ocupação. Objetivos: O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre o papel da tecnologia na Terapia Ocupacional contemporânea, analisando o seu contributo na reabilitação física e cognitiva, no uso de tecnologias de apoio, da realidade virtual e da fabricação digital, bem como as suas
implicações para uma prática verdadeiramente centrada na pessoa. Métodos: Foi realizada uma reflexão crítica sustentada por uma breve revisão narrativa da literatura científica recente, com foco nas aplicações de tecnologias digitais em diferentes contextos da Terapia Ocupacional.
Resultados: A literatura evidencia que as tecnologias digitais podem potenciar a motivação, o envolvimento e a personalização das intervenções, quando integradas de forma criteriosa. Simultaneamente, identificam-se limitações relacionadas com a heterogeneidade
metodológica, acessibilidade, custos e riscos de uma utilização acrítica, especialmente quando a tecnologia se sobrepõe ao significado ocupacional. Conclusões: Conclui-se que a tecnologia deve ser entendida como um meio ao serviço da intervenção e da ocupação, e não como um fim em si mesma. O seu valor terapêutico depende da integração ética, crítica e contextualizada na prática da Terapia Ocupacional.

